Faraó é o título mais conhecido dado aos antigos reis do Egito. Esses governantes eram considerados deuses pelo povo egípcio. O faraó era um rei sagrado que atuava como intermediário entre os deuses e os homens. As pirâmides eram túmulos construídos para os faraós do Egito. Menés foi o primeiro faraó da história egípcia, enquanto Cleópatra foi a última. Após sua morte, o Egito tornou-se uma província do Império Romano.
Por volta de 3100 a.C., o Egito foi unificado sob o governo do faraó Menés, que deu início às trinta dinastias faraônicas nas quais a história do Antigo Egito é tradicionalmente dividida: o Antigo Império, o Médio Império e o Novo Império. No entanto, o termo “faraó” não foi utilizado para designar um governante até a época de Merneptá, por volta de 1210 a.C., durante a XIX Dinastia. Até meados da XVIII Dinastia, o termo mais comum era simplesmente “rei”.
Atualmente, o título é usado para se referir aos monarcas do Antigo Egito desde a Primeira Dinastia até a anexação do Egito pelo Império Romano em 30 a.C. Entretanto, os antigos egípcios não chamavam originalmente seus governantes de faraós. No final da Primeira Dinastia, o título utilizado era **nesu-bit**, que se referia ao rei e transmitia a ideia de que ele possuía uma natureza tanto divina quanto humana.
Com o passar do tempo, o termo “faraó” passou a ser utilizado para designar o governante egípcio e também foi adotado pelos hebreus e gregos. Atualmente, usamos a palavra “faraó” para nos referirmos aos reis do Antigo Egito, incluindo os governantes hicsos e ptolemaicos. Normalmente, o termo não é aplicado aos governantes persas, embora muitos deles tenham adotado títulos oficiais egípcios.
No Antigo Egito, o termo “faraó” não era originalmente um título real. Traduzido literalmente, o significado mais antigo da palavra egípcia **per-aa** era “Grande Casa”, uma referência ao palácio ou residência do rei e de sua administração. Esse uso já era encontrado por volta de 2500 a.C. Com o tempo, o termo passou a representar a autoridade real, suas ordens e decretos.
Os antigos egípcios deixaram um rico legado artístico, incluindo pirâmides, pinturas e esculturas faraônicas, escrita hieroglífica e magníficas obras arquitetônicas que continuam fascinando o mundo até hoje.
Após 2000 a.C., o faraó era identificado por cinco nomes oficiais. Quatro deles eram nomes de trono, enquanto o quinto era o nome recebido ao nascer. A palavra egípcia tardia **par'o** foi posteriormente adaptada ao grego antigo e ao latim tardio, originando a palavra moderna “faraó”.
Nos primeiros períodos da história egípcia, os faraós eram enterrados em câmaras subterrâneas sobre as quais eram construídas estruturas retangulares chamadas **mastabas**. Essas construções de pedra armazenavam alimentos, objetos pessoais e tudo o que o faraó precisaria na vida após a morte, de acordo com as crenças egípcias.

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